Transfusão de sangue

A transfusão de sangue é a transferência de sangue ou de um componente sanguíneo de uma pessoa (dador) para outra (receptor).

As transfusões realizam-se para aumentar a capacidade do sangue para transportar oxigénio, restaurar o volume de sangue do corpo, melhorar a imunidade e corrigir problemas de coagulação.

Dependendo do motivo da transfusão, o médico pode requerer sangue completo ou apenas um componente sanguíneo, como glóbulos vermelhos, plaquetas, factores da coagulação, plasma fresco congelado (a parte líquida do sangue) ou glóbulos brancos. (Ver secção 14, capítulo 152) Sempre que seja possível, a transfusão limita-se ao componente sanguíneo que satisfaz a necessidade específica do doente, em vez do sangue completo. Fornecer um componente específico é mais seguro e não se desperdiçam os restantes.

Nos países mais desenvolvidos realizam-se vários milhões de transfusões todos os anos. Graças ao aperfeiçoamento das técnicas de detecção, as transfusões hoje em dia são mais seguras do que nunca. Mas ainda originam riscos para o receptor, como reacções alérgicas e infecções. Embora a possibilidade de contrair SIDA ou hepatite pelas transfusões seja remota, os médicos estão muito conscientes destes riscos e fazem transfusões apenas quando não existe outra alternativa.




Controlo da infecção do sangue de um dador

A transfusão de sangue pode transmitir doenças infecciosas presentes no sangue do dador. Por esta razão os responsáveis de saúde intensificaram os métodos de controlo. Hoje em dia, todas as doações de sangue são submetidas a um controlo de hepatite viral, SIDA, sífilis e outros vírus específicos.

Hepatite viral
Analisa-se o sangue doado para verificar que não possui os tipos de hepatites virais (B e C) transmitidas através das transfusões de sangue. Estas análises não podem identificar todos os casos de sangue infectado, mas, graças aos avanços recentes no controlo e verificação do sangue do dador, a transfusão quase não tem risco de transmissão da hepatite B. A hepatite C continua a ser a mais frequente das infecções potencialmente graves transmitidas através das transfusões de sangue, com um risco actual de aproximadamente três infecções por cada 10 000 unidades sanguíneas de transfusão.

SIDA
O sangue do dador é analisado à procura do vírus da imunodeficiência humana (VIH), a causa da SIDA. A análise não tem 100 % de precisão, mas entrevistam-se os dadores como parte do processo de controlo. Os entrevistadores investigam acerca dos factores de risco de SIDA (por exemplo, se os dadores ou os seus parceiros sexuais mantiveram relações sexuais com um homem homossexual). Graças à análise de sangue e à entrevista, o risco de contrair SIDA através da transfusão de sangue é extremamente baixo (1 em cada 420 000), de acordo com estimativas recentes.

Sífilis
Não é comum que as transfusões de sangue transmitam sífilis. Além de controlar os dadores e as suas doações de sangue quanto à sífilis, o sangue doado é, além disso, refrigerado a temperaturas baixas, que matam os organismos infecciosos.