A nutrição

A nutrição é o processo de consumo, absorção e utilização dos nutrientes necessários para o crescimento e desenvolvimento do corpo e para a manutenção da vida; os nutrientes são substâncias químicas que se encontram nos alimentos e que nutrem o corpo.

Muitos nutrientes podem ser sintetizados no organismo. Os que não o podem ser, conhecidos como nutrientes essenciais, devem ser incorporados na dieta. Estes incluem os aminoácidos (nas proteínas), certos ácidos gordos (em gorduras e óleos), minerais e vitaminas. Nove dos vinte aminoácidos presentes nas proteínas são nutrientes essenciais.

Se os nutrientes essenciais não se administram nas quantidades requeridas, podem aparecer perturbações relacionadas com a deficiência nutricional.

Para determinar se uma pessoa consome nutrientes suficientes, um médico investiga os seus hábitos alimentares e a sua dieta, faz um exame físico para determinar a composição (quantidade de gordura e músculo) e o funcionamento do organismo e efectua exames de laboratório para medir o conteúdo de nutrientes no sangue e nos tecidos.

Geralmente, os nutrientes dividem-se em duas classes: macronutrientes e micronutrientes. Os macronutrientes, que incluem proteínas, gorduras, hidratos de carbono e alguns minerais, são necessários diariamente em grandes quantidades. Constituem a maior parte da dieta e fornecem a energia e os componentes necessários para o crescimento, a manutenção e a actividade. Os micronutrientes são requeridos em pequenas quantidades, de miligramas (uma milésima de grama) a microgramas (uma milionésima de grama). As vitaminas e os oligoelementos catalisam a utilização dos macronutrientes.

Outros componentes úteis dos alimentos não são digeridos ou metabolizados em quantidades apreciáveis. Estes incluem algumas fibras, como a celulose, as pectinas e as gomas. Os especialistas recomendam o consumo diário de 20 g de fibra para melhorar o movimento do tubo digestivo, moderar as alterações de açúcar e de colesterol no sangue que se verificam depois das refeições e aumentar a eliminação das substâncias cancerígenas produzidas pelas bactérias no intestino grosso. Os aditivos alimentares, como os conservantes, emulsionantes, antioxidantes e estabilizantes, melhoram a produção, o processamento, o armazenamento e a embalagem dos alimentos.

Substâncias como os condimentos, os aromatizantes, os corantes, os fitoquímicos (substâncias que não são nutrientes nas plantas e que têm actividade biológica nos animais) e muitos outros produtos naturais melhoram a apresentação, o sabor e a estabilidade dos alimentos. Os alimentos da dieta diária contêm cerca de 100 000 substâncias, das quais só 300 são nutrientes e 45, nutrientes essenciais.